Santa Casa de São José dos Campos realiza primeiro transplante de rim na região do Vale

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Paciente aguardava órgão há quatro anos; hospital já é referência de procedimentos hepáticos

A Santa Casa de São José dos Campos – primeiro hospital credenciado no Vale da Paraíba a oferecer o serviço de transplante renal – realizou o primeiro procedimento intervivo, no dia 7 de outubro.

Rodrigo Santana, 28 anos, foi diagnosticado com doença renal crônica, em dezembro de 2017 e, desde então, aguardava na fila de espera por um novo órgão, enquanto fazia sessões de hemodiálise, procedimento de extrema importância nessa situação. A doação veio através de um tio do rapaz, de 59 anos, após a realização de exames de compatibilidade. A captação do rim foi feita com a tecnologia de ponta e os familiares já receberam alta hospitalar.

O jovem ressalta a gratidão pelo gesto de amor do tio e pelo trabalho da equipe de transplante. “Como paciente, só tenho a agradecer a toda a equipe, porque o carinho e o amor que vocês têm pelo paciente não tem explicação, é só emoção”, falou Santana, ao deixar o hospital.

O médico urologista Mário Baravesco, um dos responsáveis pelo transplante, ressalta que o procedimento é um marco na história do hospital e da cidade. “Sem dúvida foi um marco para a Santa Casa e para o município de São José dos Campos. Atualmente, somos o único serviço credenciado para transplante renal no Vale do Paraíba. Temos outros pacientes em avaliação para realização de outros transplantes e estamos trabalhando para ser referência no procedimento renal, assim como somos em transplante de fígado”, disse.

 

Como funciona

O transplante renal está indicado para pacientes que apresentam doença renal crônica avançada e é feito após o médico nefrologista avaliar o paciente e considerar exames de sangue, de urina e de imagem.

 Existem dois tipos de doadores: os doadores vivos (parentes ou não) e os doadores falecidos.

 No caso de rim de doador vivo, são feitos vários exames do doador para se certificar que apresenta rins com bom funcionamento, não possui nenhuma doença que possa ser transmitida ao receptor e que o seu risco de realizar a cirurgia para retirar e doar o rim seja reduzido.

Já doadores falecidos, os rins são retirados após o diagnóstico de morte encefálica e autorização da família para a doação. Também são feitos diversos exames para atestar as boas condições do órgão. O sangue do doador será cruzado com o dos receptores, e receberá o rim aquele paciente que for mais compatível com o órgão que está disponível.