Mais de 34% dos transplantes de fígado são por hepatites B e C

Julho é dedicado à prevenção da doença; Santa Casa de São José dos Campos reforça questão

Incentivar o diagnóstico precoce e o tratamento das hepatites virais é o objetivo da Campanha Julho Amarelo, no qual, ao longo do mês, a comunidade médica se une para criar ações para testagem em massa da população. Entre os casos confirmados no Brasil de hepatites virais, os diagnósticos que predominam são de hepatite B e C, as formas mais graves da doença.

Estatísticas mostram que entre 60% e 85% dos casos chegam a ser crônicos e, em média, 20% evoluem para cirrose ao longo do tempo, um dos principais casos que necessitam de transplante. Na Santa Casa de São José dos Campos, desde 2009, quando o hospital iniciou a realização de transplantes de fígado, a hepatite foi a causa de mais de 34% dos procedimentos feitos.

“Se as hepatites dos tipos B e C não forem tratadas corretamente, podem evoluir para hepatite crônica com progressão para cirrose e câncer de fígado. Atualmente, hepatite C é a principal indicação para realização de transplante de fígado”, explica o coordenador do setor de transplante da Santa Casa de São José dos Campos, Jorge Padilla.

Para o especialista, ações de alerta e prevenção às hepatites, como o Julho Amarelo, trazem resultados positivos e devem ser reforçadas durante todo o ano. “Nos últimos anos, percebemos que casos de hepatite vêm diminuído por conta dos programas de prevenção, de conscientização da população e do tratamento precoce das hepatites, com os novos antivirais, que elevam a cura da hepatite C acima de 95 %”, ressalta.

A hepatite C é um processo infeccioso e inflamatório que pode surgir de duas formas: aguda ou crônica, sendo a segunda forma a mais comum. A hepatite crônica pelo vírus HCV é uma doença silenciosa que evolui discretamente, se tornando um processo inflamatório persistente no fígado.

As hepatites são detectadas com testes rápidos, disponíveis em qualquer UBS (Unidade Básica de Saúde). O resultado fica pronto em 30 minutos. Caso o resultado seja positivo, o SUS (Sistema Único de Saúde) oferece tratamento. Além disso, também disponibiliza gratuitamente vacinas para hepatite A e B. 

Sintomas

Na maioria dos casos, o paciente não apresenta sintomas, mas é possível que aqueles que desenvolvem tenham fadiga, náuseas, perda de apetite e amarelamento dos olhos e da pele.

Prevenção

Ainda não existe vacina para a hepatite C e o único método de prevenção contra a doença é tomando alguns cuidados básicos como:

– Usar preservativo nas relações sexuais;

– Não compartilhar seringas e agulhas que não sejam descartáveis;

– Não compartilhar objetos pessoais, como alicates e lâminas de barbear.

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