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Entre a perda e a esperança, a doação de órgãos pode salvar vidas

Santa Casa de São José dos Campos destaca o trabalho das equipes de transplantes e a importância da decisão familiar para transformar vidas

Em um momento marcado pela dor da perda, uma decisão pode representar esperança para quem aguarda por uma nova oportunidade de vida. A doação de órgãos é um processo que envolve famílias, profissionais de saúde e uma série de cuidados para que órgãos possam ser captados e destinados a pacientes que dependem de um transplante. É dentro dessa complexa cadeia de assistência que a Santa Casa de São José dos Campos atua, unindo a expertise de suas equipes à estrutura necessária para conduzir diferentes etapas do processo de transplante.

Ao longo de sua atuação, a instituição já contabiliza 558 transplantes de fígado realizados. Em 2026, foram 22 transplantes provenientes de doadores falecidos e dois transplantes intervivos, resultado de um trabalho que envolve diferentes etapas e profissionais, desde a identificação de um potencial doador até a realização do procedimento e o acompanhamento do paciente transplantado.

Embora o transplante seja o momento mais conhecido pela população, a jornada começa muito antes. Em muitos casos, a identificação de um potencial doador acontece dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde equipes especializadas acompanham pacientes em condições graves e podem identificar situações compatíveis com morte encefálica.

Após a confirmação do diagnóstico, é necessário manter uma série de cuidados com o potencial doador. A partir desse momento, profissionais de diferentes áreas atuam

de maneira integrada para conduzir o processo de doação, sempre respeitando protocolos médicos e, sobretudo, a família do paciente.

“Existe uma cadeia de cuidados muito importante antes que um órgão possa chegar a um paciente que está esperando por um transplante. A identificação do potencial doador, a confirmação da morte encefálica, a manutenção adequada do paciente e a preservação dos órgãos são etapas fundamentais. É um trabalho que exige conhecimento técnico, agilidade e uma atuação muito cuidadosa das equipes”, explica Dr. Conrado de Oliveira Valadares, médico intensivista da Santa Casa de São José dos Campos.

 

A importância da captação de órgãos

A captação é uma etapa essencial para transformar a possibilidade de doação em um transplante. Depois da identificação de um potencial doador, da realização dos procedimentos necessários e do fechamento do protocolo, os órgãos que apresentam condições para transplante são retirados e encaminhados conforme os critérios estabelecidos pelo sistema de transplantes.

Nesse processo, a atuação das equipes de terapia intensiva tem papel fundamental. A manutenção adequada do potencial doador busca preservar a qualidade e a viabilidade dos órgãos até que a captação possa ser realizada.

“Na UTI, quando fechamos o diagnóstico de morte encefálica, verificamos se o paciente é um potencial doador e, quando isso acontece, temos uma responsabilidade muito grande. Cada cuidado realizado pode contribuir para preservar um órgão que, posteriormente, poderá beneficiar outra pessoa. É um processo delicado, que exige preparo e integração entre as equipes”, afirma Dr. Conrado.

Mas, para que todo esse processo aconteça, é necessário respeitar os protocolos médicos e, sobretudo, a família. No Brasil, a autorização familiar é necessária para a doação de órgãos após a morte. Por isso, conversar sobre o assunto ainda em vida

é uma das principais formas de contribuir para que a vontade de uma pessoa seja conhecida no momento em que uma decisão precisa ser tomada.

 

Uma conversa que pode mudar uma história

Para Dr. Jorge Padilla, coordenador do setor de transplantes da Santa Casa de São José dos Campos, a conscientização é fundamental para aproximar a população do tema e mostrar que a doação pode representar uma nova oportunidade para pessoas que aguardam por um transplante.

“Quando falamos sobre doação de órgãos, estamos falando também sobre esperança. Sabemos que, para uma família, esse processo acontece em um momento de muita dor, mas a decisão de autorizar a doação pode possibilitar que outras pessoas tenham uma nova oportunidade de vida. Por isso, é tão importante conversar com os familiares antes, explicar o desejo de ser doador e permitir que essa vontade seja conhecida”, destaca.

Um único doador pode beneficiar diferentes pacientes, já que órgãos e tecidos podem ser destinados a pessoas que aguardam por transplantes, de acordo com as condições clínicas e os critérios estabelecidos pelas equipes responsáveis.

Além dos transplantes realizados com órgãos provenientes de doadores falecidos, também existem os transplantes intervivos, nos quais uma pessoa viva pode, dentro dos critérios médicos e legais, realizar a doação de determinado órgão ou parte dele.

No fim, a doação de órgãos fala sobre aquilo que permanece mesmo depois da despedida. Para quem espera na fila por um transplante, um órgão doado significa a possibilidade de voltar a fazer planos, estar perto de quem ama e viver novas histórias. E, para que essa possibilidade exista, uma conversa dentro de casa pode ser o primeiro passo.

 

Crédito da foto: Divulgação/Chat GPT. 

 

Sobre a Santa Casa de São José dos Campos

Com 127 anos de história, a Santa Casa de São José dos Campos é um complexo hospitalar de referência na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, que alia inovação e tradição no cuidado à saúde. Primeira Santa Casa do Brasil a obter certificado ONA (Organização Nacional de Acreditação), a instituição possui certificação por distinção dupla pelo IQG (Instituto Qualisa de Gestão) nas áreas de Enfermagem e Serviços de Terapia Intensiva, além da recertificação ONA nível 3.

 

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