Hospital registra média de 434 mamografias por mês entre janeiro e agosto de 2026, volume mensal superior ao contabilizado em 2024 e 2025
O Outubro Rosa reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso aos serviços de saúde no enfrentamento ao câncer de mama. Em São José dos Campos, os indicadores da Central de Imagens da Santa Casa mostram que, entre janeiro e agosto de 2026, foram realizados 3.468 exames de mamografia, uma média de aproximadamente 434 procedimentos por mês.
O resultado representa uma média mensal cerca de 4% superior à registrada em 2025, quando foram realizados 4.998 exames ao longo do ano, equivalente a aproximadamente 417 por mês. Em 2024, o hospital contabilizou 4.695 mamografias, com média mensal de 391 procedimentos.
Para o oncologista da Santa Casa de São José dos Campos, Dr. André Prestes de Moraes, a campanha Outubro Rosa é uma oportunidade de reforçar que o cuidado com a saúde das mamas precisa fazer parte da rotina das mulheres durante todo o ano. “A mamografia é uma ferramenta importante para identificar alterações nas mamas antes mesmo do aparecimento de sintomas. Quando o câncer é diagnosticado precocemente, as possibilidades de tratamento podem ser ampliadas, inclusive com abordagens menos agressivas, dependendo das características de cada caso. Por isso, é fundamental que as mulheres mantenham o acompanhamento médico e realizem os exames conforme a orientação dos profissionais de saúde”, diz.
Atenção aos sinais e acompanhamento médico
O câncer de mama pode apresentar diferentes manifestações, e nem todos os casos provocam sintomas nas fases iniciais. Entre os sinais que merecem avaliação médica estão o aparecimento de nódulos, alterações na pele das mamas, retração do mamilo, mudanças no formato da mama e saída espontânea de secreção sanguinolenta pelo mamilo.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a mamografia de rastreamento é recomendada para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos. Já a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) recomenda o rastreamento anual para mulheres de 40 a 74 anos, em pacientes de risco habitual. A entidade também orienta que mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou ovário podem precisar iniciar o acompanhamento antes dos 40 anos, conforme avaliação médica. Em caso de alterações clínicas ou suspeitas, a investigação deve ser realizada independentemente da idade, de acordo com a orientação do profissional de saúde.
“É importante que a mulher conheça o próprio corpo e procure atendimento ao perceber qualquer alteração persistente nas mamas. Um nódulo não significa necessariamente câncer, mas precisa ser investigado. O acompanhamento médico permite avaliar cada situação individualmente e definir quais exames são necessários”, ressalta o Dr.
Além da realização dos exames, o cuidado preventivo envolve hábitos saudáveis, acompanhamento regular e atenção aos fatores de risco. A prática de atividade física, a manutenção do peso adequado e a redução do consumo de bebidas alcoólicas também estão entre as medidas associadas à diminuição do risco da doença.
Crédito da foto: Magnific/Divulgação.
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