Com aumento de casos entre jovens e diagnóstico tardio, especialistas da Santa Casa de São José dos Campos destacam fatores de risco e sinais de alerta
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O avanço do câncer no Brasil tem provocado não apenas impactos na saúde, mas também consequências econômicas expressivas. Dados recentes apontam que somente o câncer colorretal pode resultar em mais de 635 mil mortes até 2030, além de uma perda estimada de US$ 22,6 bilhões em produtividade, evidenciando a dimensão do problema no país. O cenário acompanha uma tendência preocupante: o aumento de casos da doença, inclusive entre pessoas mais jovens, associado a fatores como sedentarismo, obesidade e alimentação rica em ultraprocessados. Ao mesmo tempo, desigualdades regionais e sociais ainda dificultam o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado. Os dados têm como base estudo desenvolvido por pesquisadores vinculados à Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (Iarc), em colaboração com instituições brasileiras, incluindo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A análise estima o impacto da mortalidade por câncer colorretal no Brasil entre 2001 e 2030, considerando indicadores como anos potenciais de vida produtiva perdidos e prejuízos econômicos associados à perda de produtividade. “O câncer não surge de forma isolada. Ele está diretamente relacionado ao estilo de vida e a fatores de risco que, em muitos casos, podem ser modificados. Por isso, investir em prevenção e em hábitos saudáveis é fundamental para reduzir a incidência da doença”, afirma o oncologista e Coordenador do Centro Oncológico da Santa Casa de São José dos Campos, Dr. Andre Prestes. Mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso e abandono do tabagismo, estão entre as principais estratégias para reduzir o risco da doença. Além disso, o acompanhamento médico regular é essencial para identificar alterações precocemente, aumentando as chances de cura.
Câncer colorretal Entre os tipos de câncer que mais chamam atenção, o colorretal se destaca pelo crescimento no número de casos e pelo impacto econômico associado. Além das mais de 635 mil mortes previstas até 2030, a doença já apresenta aumento de incidência em pessoas com menos de 50 anos, um perfil que historicamente não era considerado de risco. Ainda assim, cerca de 65% dos diagnósticos ocorrem em estágios avançados, o que reduz significativamente as chances de tratamento eficaz. “O câncer colorretal é, na maioria das vezes, silencioso no início. Por isso, o rastreamento é essencial. Exames como a colonoscopia permitem identificar lesões antes mesmo de se tornarem câncer, o que faz toda a diferença no prognóstico do paciente”, explica o Dr. Caio Nasser Mancini, cirurgião oncológico da Santa Casa de São José dos Campos. Sinais como sangue nas fezes, alteração no hábito intestinal, dor abdominal persistente, perda de peso inexplicada e anemia devem ser investigados o quanto antes. Além dos desafios clínicos, a doença também expõe desigualdades no acesso à saúde. Regiões menos favorecidas e populações mais vulneráveis enfrentam maior dificuldade para diagnóstico e tratamento, o que contribui para piores desfechos.
Crédito da foto: Divulgação/Freepik
Sobre a Santa Casa de São José dos Campos Com 126 anos de história, a Santa Casa de São José dos Campos é um complexo hospitalar de referência na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, que alia inovação e tradição no cuidado à saúde. Primeira Santa Casa do Brasil a obter certificado ONA (Organização Nacional de Acreditação), a instituição conquistou recentemente a certificação por distinção tripla pelo IQG (Instituto Qualisa de Gestão) nas áreas de Enfermagem, Gestão para Integridade e Serviços de Terapia Intensiva, além da recertificação ONA nível 3.
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